Hoje o dia amanheceu chuvoso
Desses em que toda a população economicamente ativa do Rio de Janeiro merece
Uma cama quente
Um banho quente
E um dia de folga.
A bolsa e o mistério
terça-feira, 1 de maio de 2012
sábado, 17 de março de 2012
410, o paraíso
Não é novidade o estilo de direção, digamos, selvagem dos motoristas, especialmente os de ônibus, no Rio de Janeiro. Não raro o Sr. Mílton chegava em casa dizendo que havia enfrentado o cimento armado. Tendo certa vez entrado mesmo em luta corporal com ele, em um dia em que foi atropelado. Nada grave, felizmente. Mas o fato é que muita gente se assusta e não é para menos.
Eu sou uma usuária habitual dos transportes coletivos da cidade, porém, costumava pegar ônibus de linhas variadas, em uma frequência mais ou menos semanal. Já havia presenciado irregularidades nestas viagens, mas passava por cima delas, julgando-as uma eventualidade. Ocorre que há cerca de uma semana, eu passei a pegar o 410 diariamente. Resultado? Dia sim, dia não, eu tenho um motivo para ligar para a Rio-ônibus.
E as reclamações estão até bem variadas! O ônibus não parar no ponto já virou praxe nas minhas manhãs. A partir da semana que vem eu vou começar a calcular o recorde de quantos ônibus seguidos podem passar sem parar no ponto. [A minha sorte é que na volta pra casa, depois de um dia no mínimo cansativo, eu pego o ônibus no ponto final]. Além disso, essa semana, eu tive a oportunidade de viajar com um motorista fumando enquanto dirigia e outro que ouvia rádio, mp3, ou algo que o valha, usando, não apenas um, mas os dois fones de ouvido!
Confesso que estou inclinada a não denunciar todas as infrações. Apesar de perigoso, é uma benesse o hábito dos motoristas cariocas de parar em qualquer lugar, desde que surja uma oportunidade, para os passageiros subirem ou descerem. Mas eu garanto que seria capaz de sobreviver sem esse favorzinho, se fosse o preço para que todas as regras que visam a segurança e conforto dos passageiros fossem respeitadas.
Confesso também que não liguei para fazer as minhas reclamações na Rio-ônibus essa semana. Mas prometo que a partir da semana que vem vou começar a cumprir o meu dever de cidadã. Inclusive já criei um esquema de “livro de ocorrências” para usar a partir de agora. Montei uma planilha no Excel com os campos nº do carro, horário e reclamação. Vou reunir as reclamações da semana inteira e fazê-las todas de uma vez. Para quem quiser se juntar a mim, o telefone é 0800 8861000.
Enfim, uma semana foi suficiente para eu descobrir que o 410 é o paraíso... das irregularidades.
Eu sou uma usuária habitual dos transportes coletivos da cidade, porém, costumava pegar ônibus de linhas variadas, em uma frequência mais ou menos semanal. Já havia presenciado irregularidades nestas viagens, mas passava por cima delas, julgando-as uma eventualidade. Ocorre que há cerca de uma semana, eu passei a pegar o 410 diariamente. Resultado? Dia sim, dia não, eu tenho um motivo para ligar para a Rio-ônibus.
E as reclamações estão até bem variadas! O ônibus não parar no ponto já virou praxe nas minhas manhãs. A partir da semana que vem eu vou começar a calcular o recorde de quantos ônibus seguidos podem passar sem parar no ponto. [A minha sorte é que na volta pra casa, depois de um dia no mínimo cansativo, eu pego o ônibus no ponto final]. Além disso, essa semana, eu tive a oportunidade de viajar com um motorista fumando enquanto dirigia e outro que ouvia rádio, mp3, ou algo que o valha, usando, não apenas um, mas os dois fones de ouvido!
Confesso que estou inclinada a não denunciar todas as infrações. Apesar de perigoso, é uma benesse o hábito dos motoristas cariocas de parar em qualquer lugar, desde que surja uma oportunidade, para os passageiros subirem ou descerem. Mas eu garanto que seria capaz de sobreviver sem esse favorzinho, se fosse o preço para que todas as regras que visam a segurança e conforto dos passageiros fossem respeitadas.
Confesso também que não liguei para fazer as minhas reclamações na Rio-ônibus essa semana. Mas prometo que a partir da semana que vem vou começar a cumprir o meu dever de cidadã. Inclusive já criei um esquema de “livro de ocorrências” para usar a partir de agora. Montei uma planilha no Excel com os campos nº do carro, horário e reclamação. Vou reunir as reclamações da semana inteira e fazê-las todas de uma vez. Para quem quiser se juntar a mim, o telefone é 0800 8861000.
Enfim, uma semana foi suficiente para eu descobrir que o 410 é o paraíso... das irregularidades.
domingo, 22 de janeiro de 2012
domingo, 11 de dezembro de 2011
Outras palavras
Hoje eu fiquei pensando em como as palavras são divertidas.
Achei muita graça, quando eu escrevi a palavra transas no Word e ele sublinhou de verde e sugeriu que eu substituísse por “relações amorosas”. Quem será que escolhe essas palavras? Nunca pensei que a Microsoft fosse tão romântica, ou moralista. O mais lógico não seria que sugerissem “relações sexuais”?
Outra coisa que eu achei engraçada: alguém escreveu no facebook o jingle de natal da leader magazine, aquele “já é Natal na leader magazine (...), 60 dias pra pagar, pode parcelar, é bom você se apressar”, mas ao invés de apressar, ou seja, ir depressa, escreveram “apreçar”, ou seja, colocar preço. Fiquei achando bem pertinente pra uma propaganda de loja.
Por fim trago um trecho da coluna do Caetano no domingo passado e que explica o nome do blog.
“Mas eis que ele tomou minha carteira de habilitação e pediu os documentos do carro. Eu não tinha ideia precisa de onde estes estariam nem do que exatamente seriam. Abri o porta-luvas e achei uma bolsa marrom cheia de papéis e folhetos. Abri e, diante do incompreensível, pedi ajuda à autoridade. Ele saiu correndo para tratar de outro caso, levando minha carteira na mão e me deixando com a bolsa e o mistério.” Adorei isso “me deixando com a bolsa e o mistério.”
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Ocupem a Cinelândia
Eu não posso deixar de manifestar o meu entusiasmo com os recentes protestos motivados pela desigualdade social e econômica nos Estados Unidos. Dia desses fui ao Odeon e encontrei, perto dali, um acampamento com palavras de ordem anticapitalista. Li no jornal que, em São Paulo, cerca de 130 jovens estão acampados sob o viaduto do chá. Infelizmente eu não tenho tanta ideologia assim, mas admiro quem acredita que acampar na Cinelândia pode mudar alguma coisa e arma a sua barraca em frente ao Mc Donalds.
Como aponta Joseph Stiglitz, em artigo em OGlobo (06/11/11), “os movimentos de protesto são uma expressão de frustração com o processo eleitoral”. Realmente me parece que a gente vive em uma sociedade que perdeu a noção de justiça social. E, embora a democracia tenha sido uma grande conquista, a desilusão com o processo eleitoral é inevitável.
Eu não sei exatamente quais as demandas dos manifestantes brasileiros, mas não me parece, no caso norte-americano, que esses protestos clamem por uma mudança de sistema, mas sim que reivindiquem uma economia de mercado mais funcional.
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