Eu não posso deixar de manifestar o meu entusiasmo com os recentes protestos motivados pela desigualdade social e econômica nos Estados Unidos. Dia desses fui ao Odeon e encontrei, perto dali, um acampamento com palavras de ordem anticapitalista. Li no jornal que, em São Paulo, cerca de 130 jovens estão acampados sob o viaduto do chá. Infelizmente eu não tenho tanta ideologia assim, mas admiro quem acredita que acampar na Cinelândia pode mudar alguma coisa e arma a sua barraca em frente ao Mc Donalds.
Como aponta Joseph Stiglitz, em artigo em OGlobo (06/11/11), “os movimentos de protesto são uma expressão de frustração com o processo eleitoral”. Realmente me parece que a gente vive em uma sociedade que perdeu a noção de justiça social. E, embora a democracia tenha sido uma grande conquista, a desilusão com o processo eleitoral é inevitável.
Eu não sei exatamente quais as demandas dos manifestantes brasileiros, mas não me parece, no caso norte-americano, que esses protestos clamem por uma mudança de sistema, mas sim que reivindiquem uma economia de mercado mais funcional.
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