domingo, 11 de dezembro de 2011

Outras palavras


Hoje eu fiquei pensando em como as palavras são divertidas.
Achei muita graça, quando eu escrevi a palavra transas no Word e ele sublinhou de verde e sugeriu que eu substituísse por “relações amorosas”. Quem será que escolhe essas palavras? Nunca pensei que a Microsoft fosse tão romântica, ou moralista. O mais lógico não seria que sugerissem “relações sexuais”?

Outra coisa que eu achei engraçada: alguém escreveu no facebook o jingle de natal da leader magazine, aquele “já é Natal na leader magazine (...), 60 dias pra pagar, pode parcelar, é bom você se apressar”, mas ao invés de apressar, ou seja, ir depressa, escreveram “apreçar”, ou seja, colocar preço. Fiquei achando bem pertinente pra uma propaganda de loja.

Por fim trago um trecho da coluna do Caetano no domingo passado e que explica o nome do blog.
“Mas eis que ele tomou minha carteira de habilitação e pediu os documentos do carro. Eu não tinha ideia precisa de onde estes estariam nem do que exatamente seriam. Abri o porta-luvas e achei uma bolsa marrom cheia de papéis e folhetos. Abri e, diante do incompreensível, pedi ajuda à autoridade. Ele saiu correndo para tratar de outro caso, levando minha carteira na mão e me deixando com a bolsa e o mistério.” Adorei isso “me deixando com a bolsa e o mistério.”

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Ocupem a Cinelândia


Eu não posso deixar de manifestar o meu entusiasmo com os recentes protestos motivados pela desigualdade social e econômica nos Estados Unidos. Dia desses fui ao Odeon e encontrei, perto dali, um acampamento com palavras de ordem anticapitalista. Li no jornal que, em São Paulo, cerca de 130 jovens estão acampados sob o viaduto do chá. Infelizmente eu não tenho tanta ideologia assim, mas admiro quem acredita que acampar na Cinelândia pode mudar alguma coisa e arma a sua barraca em frente ao Mc Donalds.

Como aponta Joseph Stiglitz, em artigo em OGlobo (06/11/11), “os movimentos de protesto são uma expressão de frustração com o processo eleitoral”. Realmente me parece que a gente vive em uma sociedade que perdeu a noção de justiça social. E, embora a democracia tenha sido uma grande conquista, a desilusão com o processo eleitoral é inevitável.

Eu não sei exatamente quais as demandas dos manifestantes brasileiros, mas não me parece, no caso norte-americano, que esses protestos clamem por uma mudança de sistema, mas sim que reivindiquem uma economia de mercado mais funcional.